segunda-feira, 18 de maio de 2009

CARLOS AGATÃO

(Carlos Miguel Maia Agatão,9/7/1972,Beja)
Avançado
84/85-Zona Azul--------------ini.
85/86-Zona Azul--------------ini.
86/87-Zona Azul--------------juv.
87/88-Zona Azul--------------juv.
88/89-Zona Azul--------------jun.
89/90-Zona Azul--------------jun.
90/91-Desportivo Beja--------III
91/92-Sporting Ferreirense---III
92/93-Mineiro
Aljustrelense--II B
93/94-O Elvas----------------II B

94/95-O Elvas----------------II B
94/95-Desportivo Beja--------III
95/96-Desportivo Beja--------II B*
96/97-Castrense--------------III
97/98-Ourique----------------III
98/99-Ourique----------------III
99/00-Ourique----------------III
00/01-Marco------------------II H.
01/02-Desportivo Beja--------III
02/03-Desportivo Beja--------III
03/04-Moura------------------III
04/05-Mineiro Aljustrelense--III
05/06-Mineiro Aljustrelense--III
06/07-Mineiro Aljustrelense--Dist.
07/08-Sp.Ferreirense---------Dist.
08/09-Odemirense-------------Dist.
09/10-C.D.Trindade-----------INATEL

-----------------------------------
12/13-Desportivo Beja--------Dist.















 








 
























*inactivo devido a lesão







Carlos Agatão vem de uma familia bejens largamente ligada ao futebol visto que o avançado é filho de Carlos Agatão,mais conhecido por Palico,um dos 4 irmãos Agatão que,ao longo dos anos 70,80 e 90,fizeram história no futebol bejense,em especial no Desportivo de Beja.
Os seus tios são Zé Mário,Delfim e Chico Agatão, este,antigo jogador do Boavista e Estrela da Amadora na 1ª Divisão.
Da longa carreira de Carlos,destaca-se o titulo de melhor marcador de toda a 3ª Divisão em 1999/2000,ao serviço do Ourique D.C. com 31 golos.
Também foi,por diversas vezes,o melhor marcador das equipas alentejanas por onde passou.Marcou,ao todo,189 golos na 3ª Divisão,20 na 2ªDivisão B e no F.C.Marco,na unica experiência que teve na Liga de Honra,Carlos actuaria em 24 jogos marcando 7 golos.








Carlos Agatão,o 3º em baixo,da esquerda,no Desportivo
de Beja em 1994/1995

Agatão,em baixo,á direita,no Desportivo de Beja em
2001/2002


Agatão,o 2º em cima,da direita no Ourique em 1999/2000


















Agatão,o 3º em baixo,da direita,no Aljustrelense

Agatão,o 2º em cima,da direita,no Odemirense em 2008/2009


 




Dados fornecidos pelo próprio ao
nosso colaborador Manuel Góis


BATALHA

(Augusto Santos Batalha,11/7/1928,Sesimbra)
Médio / Extremo-esquerdo

46/47-Sesimbra-----------jun.
47/48-Sesimbra-----------Region.
48/49-Sesimbra-----------Region.
49/50-Sesimbra-----------Region.
50/51-Vitória Setúbal----I
51/52-Benfica------------I
52/53-Lusitano Évora-----I
53/54-Lusitano Évora-----I

54/55-Lusitano Évora-----I
55/56-Lusitano Évora-----I
56/57-Lusitano Évora-----I
57/58-Lusitano Évora-----I
58/59-Lusitano Évora-----I
59/60-C.F.Estremoz-------Dist.
60/61-C.F.Estremoz-------Dist.
61/62-C.F.Estremoz-------III






 
Jogador histórico do Lusitano de Évora 
dos bons tempos da 1ª Divisão,Batalha 
fez também história no C.F.Estremoz,ao 
conseguir apurar o pequeno clube alentejano 
para a 3ª Divisão numa época onde o 
Hoquéi em Patins era o desporto favorito 
da população da cidade do Alto Alentejo.
Antes de chegar a Évora,Batalha deu nas
vistas no clube da sua cidade natal,Sesimbra,
sendo contratado para o Vitória de Setúbal,
na 1ªDivisão onde atuou em 21 jogos,marcando
3 golos nessa sua época de estreia no
primeiro escalão nacional. 
Batalha é então recrutado pelo Benfica,onde,
apesar da forte concorrência alinha em 9
partidas,marcado 2 golos.
A seguir,Augusto Batalha volta ao seu Alentejo
para alinhar nas fortes equipas do Lusitano 
de Évora durante 7 temporadas na 1ªDivisão.
Batalha foi mesmo o marcador do primeiro
golo do Lusitano na Divisão maior do nosso
futebol,em Setembro de 1952,na vitória sobre
o Estoril. 
No total,Batalha foi utilizado em 114 jogos e
marcando 39 golos na 1ª Divisão,pelo
Lusitano,começando por alinhar a extremo-
esquerdo recuando depois para o meio-campo,
acabando também por jogar a defesa.  




Recorte de Agosto de 1951

Batalha,o 5º da direita,em cima,no Lusitano em 1953/1954

Batalha,o autor do primeiro golo do Lusitano de
Évora na 1ªDivisão em Setembro de 1952
Augusto Batalha integrou a equipa
técnica do Lusitano de Évora na
temporada de 1969/1970
Batalha,o 2º em baixo,da direita,no Vitória de Setúbal
em 1950/1951


Batalha,o 2º em baixo,da esquerda,no Benfica em 1951/1952







Batalha em destaque no Lusitano na vitória contra o Sporting
na época de 1956/1957












Batalha jogando a extremo-esquerdo no Lusitano
em 1957/1958 

Ficha de Batalha em 1955











 



Batalha,o 1º em baixo,da direita,no Lusitano de Évora em 1958/1959























quinta-feira, 14 de maio de 2009

CARLOS SIMÃO

(Carlos José Pratas Simão,11/9/1959,Trindade-Beja)
Guarda-redes

74/75-Despertar Beja---   - juv.
75/76-Despertar Beja---    -juv.
76/77-Desportivo Beja--    -jun.
77/78-Desportivo Beja--    -jun.
78/79-Desportivo Beja--    -III
79/80-Sporting Cuba         III
80/81-F.C.Serpa--------    -Dist.
81/82-Desportivo Beja--    -Dist.
82/83-Ginásio Alcobaça-    -I
83/84-Nazarenos------- -   -II
84/85-Fafe------------ -   -II
85/86-Santa Vitória Beja    Dist.

86/87-Sp.Ferreirense- -    -Dist.
87/88-Desportivo Beja---    Dist.
88/89-União Sobralense--    Dist.



























 















Antes de se tornar no treinador de valor
reconhecido no Baixo-Alentejo,onde já foi
Campeão Distrital por duas vezes,Carlos
Simão foi um guarda-redes de carreira não
muito longa mas que o levou a representar
clubes de norte a sul do país.
Começando nos juvenis do Despertar de
Beja,um clube com tradição nas camadas
jovens.

Carlos Simão jogou depois no Serpa e no Cuba
antes de voltar ao Desportivo em 1981/1982.
No fim da época,saiu do Desportivo de Beja,
clube que na altura se encontrava no
Distrital,rumo ao Ginásio de Alcobaça,que
tinha sido promovido á 1ª Divisão Nacional.
Ai,teve a companhia do seu irmão mais velho,
José Romão,mas não teria muitas oportunidades
de jogar visto que tinha á sua frente dois
guardiões,Domingos e Jorge,com mais experiência
de escalões superiores.

Carlos Simão foi mais utilizado nos Nazarenos
e no Fafe mas preferiu voltar ao Alentejo
para alinhar no modesto Santa Vitória de
Beja.
Representou ainda o Ferreirense,onde foi suplente
do "histórico" Manuel Maria,voltou ao Desportivo
e veio a terminar a carreira de jogador no
Sobralense.
Como técnico,Carlos Simão já passou pelo Santa 
Vitória (ainda no ativo como jogador)Ervidel, 
Sporting de Cuba,Sporting Ferreirense,Desportivo  
de Beja,Castrense,Serpa,Aldenovense,Ourique,Neves,
Cabeça Gorda e Aljustrelense.






Carlos Simão,o 2º da direita,na fila do meio,no Desportivo 
de Beja em 1978/1979

Carlos Simão,o 5º em cima,da esquerda,no Alcobaça 
em 1982/1983 na 1ª Divisão na companhia do seu irmão 
José Romão,o 1º em cima,da esquerda
Carlos Simão,o 2º em cima,da esquerda,no Nazarenos
Carlos Simão em acção no Sporting de Cuba



 


O campeão sem modelos
Carlos Simão
O homem que acaba de somar o campeonato e a Taça do Distrito de Beja ao currículo não alinha em secretismos para justificar o seu sucesso. Para Carlos Simão, “mais do que a táctica, a técnica ou o talento, o factor mais importante do futebol é a inteligência”. E no ambiente das tácticas e das motivações, destacam-se três virtudes essenciais: “magia, criatividade e imaginação”.
Guiado por esta filosofia, Simão é hoje um dos mais cotados técnicos da região e já soma dois títulos distritais: um no FC Serpa e outro no Castrense. A isso se juntam taças e outras distinções, numa carreira nem sempre fácil, que já o levou aos principais emblemas do Baixo Alentejo.
Tudo começou em 1987 no Santa Vitória, pequeno clube do concelho de Beja que conseguiu impulsionar para o “Distritalão”. Ervidel, Cuba, Ferreira, Aljustrel, Serpa e Castro Verde já acolheram o seu trabalho, mas foi em Beja que teve a grande oportunidade de dar o salto. Depois de nas jornadas iniciais ajudar José Torres, na II Liga de 96/97, acabou por assumir o comando da equipa e deu provas de competência. Mas as incompatibilidades com o presidente, José António Chalaça, não permitiram grande sucesso. “Os jogadores protestaram a minha saída mas não havia relação entre mim e o presidente”, recorda.
Apesar da polémica, Penafiel e Famalicão piscaram-lhe o olho para uma carreira nacional, mas ficar perto da filha num momento complicado “soou muito mais alto”.
Hoje, Carlos Simão é um homem tranquilo. A caminho dos 49 anos, recorda os tempos felizes de uma “infância com dificuldades” no Bairro da Apariça, onde vivia com os pais e dois irmãos, António Simão e José Romão. “A maior riqueza foi a educação que tivemos”, garante.
Essa era a época de Eusébio e, nas “peladas” da sua rua, Carlos Simão mostrava alguma tendência para ser guarda-redes. Carvalho, Costa Pereira e José Henriques eram os seus ídolos e, por isso, tentava imitá-los. Hoje, curiosamente, garante não ter para destacar “um modelo de treinador”. E prefere seguir as suas ideias e dedicar-se aos treinos e aos jogos “como se fossem os primeiros” da sua vida.
Com uma filosofia muito própria, Simão defende que o treinador “é sempre um homem só que, além de ser um gestor de recursos humanos, gere sentimentos e emoções”. “É mais do que um psicólogo colectivo, também é um bom pai e um bom irmão”, advoga.
Entre os treinos e os jogos, o técnico campeão distrital tem uma pastelaria e é “um homem de casa” que gosta muito de ler – está neste momento a conhecer A Mancha Humana, de Philip Roth –, de ouvir Diana Ross e a grande música de Beethoven. “Gosto de música clássica, porque me toca no ouvido, faz-me arrepiar e dá-me alguma estabilidade emocional. Não consigo explicar porquê, mas sinto-me bem.”
Esta paixão tão erudita não o impede de lembrar com saudade os bailes da juventude, ao som dos brasileiros Roberto Carlos e Nelson Ned, numa altura em que a política o entusiasmava e, por isso, ajudou a fundar a Juventude Socialista no distrito de Beja. Hoje, afligido com o crescente nível da insegurança, é um português preocupado com “o desaparecimento da classe média” e a tendência que põe “os ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres”.



Texto retirado do site do "Correio Alentejo"